ENCONTRO COM AS PROFECIAS 127

O nome Ageu significa “festa”. A partir do programa de hoje começaremos a estudar as profecias feitas por esse homem de Deus, no Antigo Testamento.

“Alguns admitem que Ageu já era bem avançado em idade quando escreveu o livro dele. Deveria ter aproximadamente uns oitenta anos. Era, portanto, um homem que conhecera a grandeza e a majestade do templo de Salomão, e que agora trabalhava para reconstrução do novo templo, que ficou conhecido como templo de Zorobabel. Ageu era o homem que unia o velho e o novo templo. Foi exilado para Babilônia sem duvida alguma na terceira leva de escravos” (Estudo sobre os Profetas Menores, vol. 2, p.125).

“O ministério de Ageu teve uma duração de não mais do que três meses e meio, começando em 29 de agosto de 520 AC. (1:1), e estendendo-se aos seus dois últimos discursos em 18 de dezembro do mesmo ano (2:10 e 20). O ministério de nenhum outro profeta pode ser datado com tanta exatidão como o de Ageu” (Estudo sobre os Profetas Menores, vol. 2, p.127).

Nos últimos programas estudamos profecias feitas a Judá. Todas elas foram enviadas antes da invasão de Nabucodonosor a Jerusalém. O profeta Ageu foi levado ainda menino para o cativeiro; porém, já em idade avançada, teve a oportunidade de voltar para a terra dele onde auxiliou o povo de Judá, como um dos profetas.

Os primeiros que voltaram do cativeiro começaram a reconstruir Jerusalém e o templo. Tiveram, porém, inúmeras dificuldades. A obra ficou parada durante dezesseis anos. O povo estava desanimado diante de todas as dificuldades que estava enfrentando. E, por serem muitos os problemas, decidiram cada um cuidar de seus próprios interesses.

“Neste contexto, Deus levantou os profetas Ageu e o seu colega Zacarias. As mensagens eram de advertência e reprovação, mas também de exaltação e encorajamento, para levar o povo a começar a reconstruir o templo nos dias do rei Dario. Sob a orientação profética de Ageu e Zacarias, e liderados pelo governador Zorobabel e o sumo sacerdote Josué, o povo com energia e dedicação se lançou à obra e completou a reconstrução do templo no sexto ano de Dario (Esdras 5:1; 6:14 e 15)” (Estudo sobre os Profetas Menores vol. 2 Pg.129).

Amigo ouvinte, este era o quadro existente nos dias do profeta Ageu. O povo estava retornando com todos os complexos e traumas de um cativeiro que durou setenta anos. Os que foram levados ainda crianças, agora retornavam já idosos. A maioria que chegava nascera no exílio, nas terras da Mesopotâmia, e não tinha nenhuma atração pela Palestina.

Vamos conhecer uma das profecias do profeta Ageu. Está no capítulo um, versículos sete e oito: “Assim diz o Senhor dos exércitos: Aplicai os vossos corações aos vossos caminhos. Subi ao monte, trazei madeira e edificai a casa, para que dela me agrade e seja glorificado, diz o Senhor”.

“Esta profecia foi feita no segundo ano do rei Dario, ou seja, no ano 520/519 AC.” (S.D.A.B.C., vol. 4, p.1097). Ela tem a ver com a situação do templo que havia sido destruído no ano 605 AC quando Nabucodonosor invadiu Jerusalém. Após setenta anos, os primeiros Judeus começaram a retornar. A reconstrução do templo foi iniciada, porém aos poucos o povo foi ficando desanimado. Durante dezesseis anos pouca coisa foi feita, quase tudo estava em ruínas. O profeta Ageu chegou a Jerusalém dezesseis anos após o retorno dos primeiros Judeus e encontrou uma situação muito desanimadora.
O povo dizia: “Não veio ainda o tempo, o tempo em que a casa do Senhor deve ser edificada”. Ageu 1:2. “O problema era que eles estavam mais interessados neles mesmos, entregues a uma negligência e letargia espiritual, procurando toda e qualquer desculpa para as coisas espirituais. Diziam que as dificuldades encontradas na reedificação do templo eram porque estavam trabalhando prematuramente. Os judeus calculavam a profecia de Jeremias 25:11-12, e diziam que os setenta anos não haviam chegado, e por isso não estava na hora de edificá-lo. Eles não diziam que não iriam edificar o templo, apenas diziam que não estava na época certa” (Estudo sobre os Profetas Menores, vol. 2, p.135).

Hoje também encontramos muita gente dizendo que é necessário aceitar a Cristo, mas o tempo ainda não chegou, ou outros que reconhecem a autoridade da Bíblia, mas dizem que ainda  não é o tempo de viver uma vida de acordo com a palavra escrita de Deus; ou outros que reconhecem que os dez mandamentos são válidos e devem ser obedecidos, mas afirmam que ainda não é tempo de vivê-los; ou outros que entendem que o dia de guarda que a Bíblia ensina é o Sábado, o sétimo dia, mas se desculpam dizendo que ainda não é o tempo de começar a santificá-lo.

Amigo ouvinte, tenho certeza em afirmar que Deus não aceita essa aparente ingenuidade.  Esse tipo de desculpa não convence nem aos homens, muito menos a Deus. Saiba que para os que estão em sintonia com os desejos de Deus, qualquer tempo é tempo para fazer a vontade dEle. Hoje é o melhor dia para cumprir com a vontade de Deus.

A ordem profética de Deus era que Judá devia subir aos montes e trazer madeira. É provável que o velho profeta estivesse apontando para as montanhas ou colinas que ficavam ao sul de Jerusalém, que nessa época estavam cobertas de madeira para construção (Neemias 2:8; 8:15).

Subi ao monte. Esta foi a ordem profética de Deus ao povo de Judá. O Senhor queria um povo que estivesse disposto a trabalhar não só para as suas casas, mas que também estivesse disposto a trabalhar para a casa de dEle.

Esta profecia foi cumprida pouco tempo depois pois Judá reagiu de forma positiva às mensagens dos profetas após o cativeiro. O santuário foi erguido e ficou conhecido como o templo de Zorobabel, em homenagem ao governador de Judá nesta época.

Creia no Senhor e você estará seguro. Creia nos profetas dEle e você prosperará.